sábado, 29 de março de 2025

Fizeram por merecer




Por Jeferson Miola

Jair Bolsonaro e outros sete denunciados pela Procuradoria-Geral da República que integraram o “núcleo crucial” da “organização criminosa armada” agora são réus.
Integram este primeiro grupo do total de 34 denunciados dois policiais federais e seis oficiais das Forças Armadas: um tenente-coronel, um capitão reformado, três generais do Exército e um almirante da Marinha.

A decisão da 1ª Turma de Julgamento do STF representa uma resposta inédita da institucionalidade democrática.

Pela primeira vez na história do Brasil militares da cúpula das Forças Armadas, dentre eles ex-comandantes, ex-integrantes do Alto Comando do Exército e ex-ministros da Defesa, serão julgados perante a justiça civil pela tentativa de golpe de Estado.

A apuração, entretanto, precisa continuar. É necessário se investigar todos os demais militares e civis envolvidos na conspiração e que ficaram de fora do inquérito inicial da PF.
Ainda precisam ser descobertas outras camadas do empreendimento golpista, como a participação de empresários, agentes públicos, políticos, juristas e parlamentares que financiaram, estimularam o bando armado e defenderam a virada de mesa.
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O agronegócio, por exemplo, além de ter financiado etapas terroristas do plano, também se ocupou da infraestrutura, recrutamento e manutenção dos golpistas radicalizados nos acampamentos nos quartéis do Exército.
De todo modo, o julgamento e a condenação desses civis e militares pela Suprema Corte é um marco relevante para o processo de memória, verdade e justiça do nosso país.

Na Argentina, os comandantes militares implicados com o terror de Estado durante a ditadura foram condenados até à prisão perpétua. Alguns morreram no cárcere.

Diferentemente do país vizinho, contudo, no Brasil os facínoras ficaram impunes e não foram responsabilizados pelos crimes da ditadura de 1964 a 1985.

Eles recebem normalmente aposentadorias polpudas pagas pelo povo brasileiro. E aqueles que morreram impunes, legaram pensões vitalícias para filhas e esposas, como os militares envolvidos no sequestro, desaparecimento e assassinato de Rubens Paiva.

Os militares se autoanistiaram no contexto da transição conservadora imposta, controlada e tutelada por eles mesmos.

A impunidade foi fatal. Confiantes na impunidade eterna, décadas depois do fim da ditadura as cúpulas fardadas se jogaram novamente numa empreitada golpista para concretizar um projeto de poder militar de longa duração.

Em 2018 os militares alardearam a volta ao poder “democraticamente”, por meio da vitória da chapa militar Bolsonaro-Mourão na eleição fraudada sem a concorrência de Lula.
Em março de 2022 publicaram o “Projeto de Nação”, documento que traduziu o projeto de poder militar para pelo menos até o ano de 2035.

Em abril de 2021, no entanto, quando Lula recuperou seus direitos políticos suprimidos pela gangue da Lava Jato, ele retomou a elegibilidade que fora cancelada pela pressão do general Villas Bôas sobre o STF.

Lula se tornou, a partir de então, a única alternativa do campo democrático capaz de deter a continuidade do projeto de poder fascista-militar em andamento.

Como o Procurador-Geral Paulo Gonet destacou na denúncia oferecida à Suprema Corte, o golpe não foi apenas aquele “instantâneo épico” do 8 de janeiro, porque foi um processo contínuo, prolongado no tempo e motivado pela mudança da conjuntura causada pela reabilitação política do Lula.

Na denúncia o PGR descreve que os golpistas “integraram, de maneira livre, consciente e voluntária, uma organização criminosa constituída desde pelo menos o dia 29 de junho de 2021 e operando até o dia 8 de janeiro de 2023, com o emprego de armas”.

Neste espaço de tempo, a organização criminosa colocou em marcha um processo metódico, planejado, com eventos encadeados para desestabilizar o ambiente político, provocar crise e esgarçamento institucional e, assim, legitimar a intervenção militar com Bolsonaro no poder – as “aproximações sucessivas”, nas palavras do general Mourão.

“Essa organização utilizou violência e grave ameaça com o objetivo de impedir o regular funcionamento dos Poderes da República e depor um governo legitimamente eleito”, descreveu o Procurador-Geral.

O que se descobriu é alarmantemente grave: o plano consistia, dentre outros atos bárbaros, assassinar o presidente e o vice-presidente eleitos, Lula e Alckmin, e o ministro do STF e então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes.

A punição de todos envolvidos na tentativa de golpe é uma apólice de seguro e de proteção da democracia. A realização exemplar da justiça é a melhor vacina antiditadura.
É totalmente inaceitável e fora de propósito discutir-se anistia para golpistas criminosos.


https://www.viomundo.com.br/politica/jeferson-miola-resposta-historica-a-golpistas-e-conspiradores.html

segunda-feira, 17 de março de 2025

Novos Tempos

Imagem: Google


Houve um tempo que prevíamos o tempo
olhando o céu
o dia que a chuva viria
hora de fazer o plantio
tempo de colheita
a natureza não era afoita
os rios corriam macios...


Houve um tempo que ouvíamos o tempo
cheirávamos o vento
o movimento das nuvens
anunciava mudanças
se vinha chuva ou seca
ou se era época
de caírem as folhas
desabrocharem as flores...


Houve um tempo que respeitávamos o tempo
não! não  era bem assim
havia quem o desafiava
havia desrespeito também
até chegarmos a esse tempo de desordem 
mas também tempo de coragem
para construirmos novos tempos!


J Estanislau Filho




sexta-feira, 14 de março de 2025

Massarandopió

Imagem: Google


Fomos passar as férias
no litoral da Bahia
em Massarandopió
onde a natureza nua
se expressa em poesia


Antes de chegarmos ao destino
encontramos feras
não eram onças leões panteras
preconceitos interditavam o caminho


Como se estivessem à nossa espera
avançaram em nossa direção
para nos reprimir
era essa a intenção
derrotamos as feras
desobstruímos o caminho
e chegamos em Massarandopió
onde a liberdade é plena


Imagem: Google


J Estanislau Filho

Imagem: Google

terça-feira, 11 de março de 2025

Poema para adiar o fim do mundo

Imagem: Jefil


O melhor poema 
ainda não foi escrito
não precisará de rima
e de um vocabulário bonito
vai abordar vários temas
o amor será o centro
adornado de imagens sem filtro
com inteligência cerebral
pois a vida não é artificial.


Será um poema diversificado:
sobre violência global
sobre signos e significados
sexo e amor sob todos os ângulos
o amor em primeiro plano
e um oceano musical
de espantar o terror
das mudanças climáticas
em defesa dos mananciais.


Florestas protegidas
jardins nos quintais
com casa e comida
sol e chuva calor e frio
e um arrepio de alegria
numa manhã que faz brotar
no sorriso das crianças
uma nova poesia



Um poema de conteúdo profundo
para adiar o fim do mundo. 

 

J Estanislau Filho


Imagem: Google

sábado, 22 de fevereiro de 2025

História e Estória


Imagem: G1

A ideologia dominante é a ideologia da classe dominante

Karl Marx


É algo fácil de entender, mas muitos não entendem. Por quê?  É falta de conhecimento da história de mentes dominadas pela ideologia da classe dominante!  Mentes alienadas e mistificadas por estórias, narrativas falsas.

     A classe dominante é dona dos meios de produção: fábricas, usinas, terras, bancos, jornais, rádios, canais de tv.  Dona, também das big techs: Google, Facebook, X, Instagran, Youtube... Esta pequena galera,  1% da população mundial, espalha as ideias que nos convencem de como devemos nos comportar.

     Todas as vezes  que um governo popular é eleito e tenta fazer políticas de inclusão social, esta pequena galera o derruba.  É assim em todos os países capitalistas. O Brasil não escapa da ação desses mafiosos. Quando Getúlio Vargas começou a incluir o povo no orçamento, essa galera o levou ao suicídio,  por meio de calúnias e difamações. Quando João Goulart (o Jango) decidiu fazer as reformas de base, foi apeado do governo num golpe de estado, que durou quase três décadas. Em seguida foi a vez da Dilma. Lula, aos trancos e barrancos conseguiu terminar dois mandatos. Há que se registrar, ter feito concessões  à classe dominante.  Nesse terceiro mandato, essa minoria o boicota noite e dia.  

     "Se o Brasil não cresce, está mal. Se cresce, está pior. Se o governo age, é intervencionista. Se não age, é omisso. Se Lula fala, está errado. Se se cala, está se omitindo. Se gera emprego, pressiona a inflação. Se não gera, é um fracasso. Se aumenta a renda, causa medo de descontrole. Se empobrece, é cruel. A linha editorial da imprensa golpista é sempre o antilulismo, criando narrativas que descredibilizam o governo"  (Rodolfo de Vasconcelos).

     Não é complicado entender, mistificados pelo massacre de desinformações, ameaças de toda natureza e meias verdades, sendo que meias verdades implicam meias mentiras, nós, o povo, feitas a exceções de praxe, passamos a defender quem quer o nosso sofrimento.


J Estanislau Filho 


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Agradecimento







Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros, que cuando los abro,
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Violeta Parra Sandoval

 

Amaldiçoamos um mundo de coisas: o sol inclemente ou a falta dele; a chuva ou a sua ausência. Amaldiçoamos as dificuldades da vida e até mesmo por termos nascidos; amaldiçoamos nossos pais e a pátria; a Deus por nos ter jogado nesse mundo de injustiças. Praguejamos contra os políticos, corruptos ou não, chamando-os de farinha do mesmo saco; não temos saco de suportar o vizinho ou o mendigo. Selecionamos alvos preferenciais, para destilar nossos ódios. Nos insurgimos contra as árvores, que oxigenam o ar e nos fornecem sombras. Como bestas-feras destruímos reputações com calúnias. Nestes tempos virtuais, criamos ou compartilhamos notícias falsas, produzidas por fake's news. Em meio a esta cegueira coletiva, nos tornamos cães raivosos.

Não, não se pode generalizar. Há muita gente que pratica a solidariedade; que se coloca no lugar do outro. Há quem vê a vida como dádiva.

Eu queria escrever uma crônica que comovesse as pessoas; que as convencesse de que a bondade gera bondade e transforma o mundo. Tenho consciência de que é uma luta desigual, nada fácil. A força contrária não é invencível, mas é necessário conhecer sua estratégia. A maldade, assim como o ódio, são armas produzidas, para garantir uma hegemonia, que não se comove com o sofrimento de outros seres. Não sejamos tolos, até porque, bondade não é sinônimo de tolice.




"A bondade em palavras cria confiança;
a bondade em pensamento cria profundidade;
a bondade em dádiva cria amor."

Lao-Tsé

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar".

Nelson Mandela

Dito isso, volto ao tema do agradecimento. Como não agradecer a terra, que germina o grão, que se transforma em nosso pão de cada dia? A água que jorra e sacia a sede; o sol que aquece; a brisa que alivia o calor. Agradeçamos a vida que nos foi concedida; aos pais, que nos ensinaram os primeiros passos; as professoras e professores a nos mostrar o mundo mágico das letras, dos números; o primeiro flerte; os políticos, que elaboraram bons projetos de inclusão social.

Tenho muitas dívidas de gratidão, que é impossível citar nomes. Por isso, como símbolo de minha gratidão à vida, deixo impresso no coração de cada uma e de cada um, que ler esta singela crônica, um fragmento da Prece para oferenda de luz:



Ó grande e compassivo Buda!
Neste mundo,
Existem pessoas que precisam de tua luz
para que virem a página de seus problemas;
Existem pessoas que precisam de tua luz
Para que reflitam e se autoconheçam;
Existem pessoas que precisam de tua luz
De bondade e honestidade;
Existem pessoas que precisam de tua luz

J Estanislau Filho 

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Os sete pecados capitais

 

Imagem: Google


AVAREZA


ÁLVARO  tinha como alvo esconder o patrimônio. Desconfiado, pensava que quem se aproximava dele, era por interesse de lapidar sua economia. Andava pelas ruas da pequena cidade em que morava, com sua chinela de dedos, roto e sempre desacompanhado. Não tinha amigos.  Amizade apenas com o dinheiro. Ao contrário da maioria das pessoas, não era consumista. Não viajava, não frequentava restaurantes, nem mesmo a sua casa era minimamente confortável. Guardava a sete chaves uma montanha de dinheiro, parte dele num colchão recheado de notas. Seu Paulo, o único conterrâneo, que teve acesso à casa de Álvaro, espalhou entre os moradores, que viu um baú descomunal, trancado por um enorme cadeado, onde guardava seu precioso tesouro. 


IRA


ARI, o irado. Assim o nomeou seu amigo Santos. Ari é a fúria em pessoa. Nele mora apenas sentimentos de rancor e ódio. Nada presta. Viver não vale a pena, morrer também não.  Ninguém compreende como o pacato Santos o tem em consideração.  Santos deve ter vocação pra santo, para interagir com esse pulha, afirma o beato Horácio, seu parceiro de dominó. 


SOBERBA


ARMANDO  sempre armava uma "casinha" contra alguém, que na sua visão, pudesse superá-lo. Estava sempre de nariz empinado, peito estufado. Humilhar outras pessoas era o seu esporte favorito. Armando se considerava melhor em tudo, o suprassumo. Do jogo de cartas ao futebol; das análises de conjuntura às previsões climáticas; da colheita de frutas à culinária; no modo de vestir à contemplação da beleza. Desmontava qualquer argumento contrário. Armando era, além disso, um negacionista.  Discordava até mesmo de alguém que concordasse com suas ideias.  Dava uma sonora e corrosiva gargalhada ao suposto adversário. 


INVEJA


IRMA é irmã da inveja. Andam lado a lado. Está sempre atenta à vida das pessoas. Cresce o olho no patrimônio alheio. Se a vizinha compra uma televisão nova, além de querer saber porquê,  vai ao Magazine Luíza e compra outra melhor. Inveja o sapato de uma, implica com o cabelo de outra. Gosta de ir à casa das pessoas e botar olho gordo nos jardins. Quando Jurema, sua parceira de fofocas viajou para Punta Cana, Irma entrou em depressão. 


LUXÚRIA


SADE,  tinha sede de sexo. Mas não era sádico, nem masoquista. O prazer vinha sempre em primeiro plano. Movido pelo desejo, não media esforços nas conquistas. A sedução brotava de seus poros, criando uma atmosfera de lascívia irresistível. Sade não se prendia a nenhuma moral conservadora, que interdita o erotismo. Sexo jamais fora sinônimo de pecado.  Tinha o corpo e o desejo livres. 


PREGUIÇA


PERPÉTUA, permanece atenta ao que considera seu direito à preguiça. Defende com argumentos sólidos, que a preguiça é um direito sagrado. Esparramada na poltrona, não se incomoda com a pia cheia de louça. Quem na verdade condena o ócio, não passa de um escravocrata, diz convicta. A mente de Perpétua perpetua o pensamento de Paul Lafargue, que disse a mais de cento e cinquenta anos, que todos temos direito à preguiça, para o descanso, o lazer e a criatividade.



GULA


GULLIVER, vive uma ambivalência com a gula. Gosta de se empanturrar de tudo, mas se enche de culpa, por admitir que a gula é um pecado.  Cumpriu a promessa de subir de joelhos as escadas da Penha.  Foi a Aparecida do Norte, pedir a Nossa Senhora, que aplacasse sua gula. Santas e santos não atenderam suas súplicas. A gula e a culpa aumentaram, para o mal de seus pecados. Sua última tentativa foi se fartar num enorme banquete. O método, segundo uma cartaomante, era infalível.  Após a comilança, foi conduzido ao hospital onde fez uma cirurgia bariátrica. Finalmente Gulliver controlou o apetite, mas a ambivalência continua. Não sabe se foi a ciência ou a crença que o salvou da gula. 



J Estanislau Filho

domingo, 26 de janeiro de 2025

Aos mecenas da cultura popular

 Olá, tudo bem?

Eu em Brasília

Eu com meu filho Fernando


Nesse ano de 2025 pretendo lançar o meu livro de memórias, Baú de Lembranças, em que narro a minha trajetória - ao lado de muitas outras pessoas - de luta pela volta da Democracia em nosso país. Esta caminhada de luta se inicia no ano de 1976 até 2015. De 1976 até o ano de 2005 me envolvi, além da participação política, na defesa do meio ambiente e no movimento popular, por melhorias da saúde, dos transportes e da habitação popular, pela Central de Movimentos Populares - CMP.  Á  partir de 2005 até 2015, no movimento cultural, com lançamento de vários livros. Não, ainda não me aposentei da luta, mas isso é outra história. 

Para que o meu livro de memórias se torne realidade, preciso do apoio dos MECENAS DA CULTURA POPULAR.


Charge do Berzé para o meu primeiro livro Nas Águas do Arrudas

 

Sua generosa doação pode ser feita por meio da chave do PIX: 14091151604 (CPF) em nome de José Estanislau Filho


Antecipo agradecimentos


José Estanislau Filho



eu com parceiros de luta
Eu na praça, divulgando cultura

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

CONSERVADOR E PROGRESSISTA



Imagem: Google

A questão não é de a pessoa se dizer conservadora. O que importa é o que ela quer conservar. Vale também para a pessoa que se define como progressista. O que importa é o tipo de progresso que ela busca. Conservador e progressista têm várias interpretações. Uma dicotomia que pode confundir corações e mentes. 

     Sou conservador quando quero conservar bons valores, como a democracia; o amor ao próximo e a amizade; ao defender e proteger o meio ambiente; que a minha liberdade de expressão não interdite a do outro, assim como o direito de ir e vir; que respeitem a minha fé e por aí vai...

     Sou progressista por desejar o progresso, não apenas material, mas em todos os ambientes;  por defender a radicalidade democrática; que as políticas públicas de inclusão social sejam aprimoradas; que não exista corrupção em órgãos públicos e privados; que as riquezas produzidas produzidas sejam justamente distribuídas e por aí vai...

     Agora, quando alguém se ajoelha e reza para pneu e ao ficar de pé, pratica maldades; nega que a Terra é redonda; que não há mudanças climáticas; que pobres, negros e gays devem ser exterminados; pede a volta da ditadura, entre outras ignomínias, aí esta pessoa não é conservadora, muito menos progressista. É reacionária, canalha! 


J Estanislau Filho


domingo, 5 de janeiro de 2025

O medo de amar

 

Imagem: Grupo Semear



"O medo de amar é o medo de ser livre"

Beto Guedes


Livre como a ave
que voa e pousa na pausa do descanso.
Caminhar sob a neve,
que cai na espontaneidade
da queda e se derrama
na velocidade natural, sem o aval do algoritmo,
ditado pelo seu próprio ritmo,
na direção da luz,
sem grilhões e tensões.
O medo de amar é o medo de ser feliz. 


J Estanislau Filho