sábado, 11 de abril de 2026

A Disputa

Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências

Pablo Neruda

Imagem: Google



É fundamental termos clareza do que está em disputa, para a gente definir qual lado devemos ficar.  Vale pra qualquer disputa, algumas de maior ou menor relevância. Em algumas disputas, os protagonistas mais confundem que esclarecem. É um vale tudo para conquistar apoios.  No caso desse pequeno artigo, não é tão difícil separar o joio do trigo. 

     Ao contrário do que alguns pensam, a disputa eleitoral desse ano tem apenas dois lados, o que facilita as escolhas. De um lado, tem os defensores do Estado de Bem-Estar Social; do outro lado os defensores do Estado Mínimo. Vão se apresentar vários candidatos aos Executivos  (Governadores e Presidentes) e aos  Legislativos (Senadores, Deputados Federais e Estaduais). Como o maior número de candidatos é o do Legislativo, o eleitor poderá identificar em qual candidato(a) à Presidência da República esses futuros Senadores(as) e Deputados(as) vão apoiar: Se ao defensor(a) do Estado de Bem-Estar Social ou ao defensor(a) do Estado Mínimo.  Vale também para os futuros Governadores(as). 


ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL


Como o próprio nome diz, é o modelo político-econômico em que o Estado administra o orçamento público, arrecadado em tributos (impostos e taxas), priorizando os serviços essenciais à população, tais como a saúde, a educação, assistência social, segurança, meio-ambiente,  infraestrutura, entre outras, além de apoio aos pequenos empreendedores e trabalhadores de aplicativos,  com o objetivo de garantir qualidade de vida e redução das desigualdades sociais e proteção aos mais necessitados.


ESTADO MÍNIMO


É o modelo político-econômico em que o Estado não intervém na economia, ou seja, o orçamento público, dinheiro vindo da arrecadação de impostos, fica restrito à segurança pública, no combate às fraudes e cumprimento de contratos. Para os defensores do Estado Mínimo, o mercado se autorregula.  Não intervir na economia significa que os serviços essenciais como saúde, educação, assistencial social, moradia, entre outras, devem ficar nas mãos (e nos bolsos) da iniciativa privada. O Estado Mínimo é o Estado Máximo para os empresários e o sistema financeiro, que capturam o orçamento público.


Imagem: Google

J Estanislau Filho

Nenhum comentário:

Postar um comentário