Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências
Pablo Neruda
É fundamental termos clareza do que está em disputa, para a gente definir qual lado devemos ficar. Vale pra qualquer disputa, algumas de maior ou menor relevância. Em algumas disputas, os protagonistas mais confundem que esclarecem. É um vale tudo para conquistar apoios. No caso desse pequeno artigo, não é tão difícil separar o joio do trigo.
Ao contrário do que alguns pensam, a disputa eleitoral desse ano tem apenas dois lados, o que facilita as escolhas. De um lado, tem os defensores do Estado de Bem-Estar Social; do outro lado os defensores do Estado Mínimo. Vão se apresentar vários candidatos aos Executivos (Governadores e Presidentes) e aos Legislativos (Senadores, Deputados Federais e Estaduais). Como o maior número de candidatos é o do Legislativo, o eleitor poderá identificar em qual candidato(a) à Presidência da República esses futuros Senadores(as) e Deputados(as) vão apoiar: Se ao defensor(a) do Estado de Bem-Estar Social ou ao defensor(a) do Estado Mínimo. Vale também para os futuros Governadores(as).
ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL
Como o próprio nome diz, é o modelo político-econômico em que o Estado administra o orçamento público, arrecadado em tributos (impostos e taxas), priorizando os serviços essenciais à população, tais como a saúde, a educação, assistência social, segurança, meio-ambiente, infraestrutura, entre outras, além de apoio aos pequenos empreendedores e trabalhadores de aplicativos, com o objetivo de garantir qualidade de vida e redução das desigualdades sociais e proteção aos mais necessitados.
ESTADO MÍNIMO
É o modelo político-econômico em que o Estado não intervém na economia, ou seja, o orçamento público, dinheiro vindo da arrecadação de impostos, fica restrito à segurança pública, no combate às fraudes e cumprimento de contratos. Para os defensores do Estado Mínimo, o mercado se autorregula. Não intervir na economia significa que os serviços essenciais como saúde, educação, assistencial social, moradia, entre outras, devem ficar nas mãos (e nos bolsos) da iniciativa privada. O Estado Mínimo é o Estado Máximo para os empresários e o sistema financeiro, que capturam o orçamento público.


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