Não é de ferro, é de fibra,
este homem que carrega o mundo
num peito que, embora sensível,
tem a têmpera de quem luta.
este homem que carrega o mundo
num peito que, embora sensível,
tem a têmpera de quem luta.
Ele ama a terra onde pisa,
o verde, o rio, o vento no rosto.
Defende a raiz e a brisa,
com a garra de quem vê o justo.
o verde, o rio, o vento no rosto.
Defende a raiz e a brisa,
com a garra de quem vê o justo.
Da sua pena, a tinta vira aço,
escreve versos que são espadas
cortando o silêncio e o mofo,
iluminando as madrugadas.
escreve versos que são espadas
cortando o silêncio e o mofo,
iluminando as madrugadas.
Inteligência que não se cala,
alma de poeta, voz de trovão.
Mas no olhar, ele traz a calma
de quem busca a paz na razão.
alma de poeta, voz de trovão.
Mas no olhar, ele traz a calma
de quem busca a paz na razão.
E quando a injustiça aperta,
ele se agiganta, ele voa.
Livre como os pássaros que cantam,
norteando a vida, numa boa.
ele se agiganta, ele voa.
Livre como os pássaros que cantam,
norteando a vida, numa boa.
Não, ele não teme a altura.
Sua luta é sua poesia,
feita de coragem e ternura,
e da beleza de um novo dia.
Sua luta é sua poesia,
feita de coragem e ternura,
e da beleza de um novo dia.
Por tudo isso, eu o admiro,
neste mistério que ele encerra:
um coração que sabe ser lírico,
com os pés firmes nesta terra.
neste mistério que ele encerra:
um coração que sabe ser lírico,
com os pés firmes nesta terra.
Ana Lúcia Gadelha

