quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Será que vai chover?



Acordei ao som do alarme do celular às seis, com o coração batendo sossegado.  A paz invadira os meus sentidos. Abri a janela e vi o sol,  que surgia. O dia prometia calor intenso. Meus pensamentos voltaram para os meus parentes e pessoas queridas. Apesar da distância, que nos separa, os vínculos não foram rompidos.  Vez em quando a gente se fala pela câmera. Aos mais íntimos não falta uma mensagem de bom dia. Até com os conservadores,  tem um olá, tudo bem?  Na verdade, com alguns é uma reaproximação. Nos afastamos por divergências ideológicas,  assim que a extrema direita chegou ao poder da república. O distanciamento, pelo menos num primeiro momento, foi inevitável.  As conversas ficaram tensas.  Agora as coisas estão começando a fluir, numa distensão. O campo progressista, majoritário, dialoga com os conservadores, com cautela.  



     Acordei assim, disposto ao amor e ao perdão. Desisti de entender porque pessoas tão próximas, que pensava conhecer, tornaram-se raivosas. Feitas as exceções de praxe, parentes, amigas e amigos não são racistas, homofóbicos, nazistas, menos ainda. Tempos atrás tentei trazê-los à realidade, mas me diziam que o cego era eu. Contrapunham com argumentos sofistas, numa inversão de valores. Para preservar a relação, a opção foi não falarmos de política, coisa difícil, pois tudo é política, inclusive não falar. Em nossos encontros a gente conversa sobre temas irrelevantes, cantamos parabéns, bebemos e comemos.  E quando o assunto acaba, a gente olha para o céu e pergunta: Será que vai chover?





J Estanislau Filho  



3 comentários:

  1. Stan, cuidado com os raios. Adorei. Darta

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  2. Acho que vai chover kkkkk

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  3. Aqui tá chovendo!!! Como dizia meu amigo... anistia é os meus ovos!!!

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