sábado, 25 de fevereiro de 2017

Não há nada mais bonito do que seio de mulher




MOTE

Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher


Na vida tem coisa bela
Melhor é na natureza
Tem até a cinderela
Mostrando sua proeza
Na bíblia está escrito
Como melhor lhe couber
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(2)

Inventaram sutiã
Que aperta e desconforta
Mas a fêmea cidadã
Agora tá mais disposta
Então ganhando no grito
Jogou num canto qualquer
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(3)

Tem o peito miudinho
Até também o gigante
Que tratado com carinho
Deixa o sujeito ofegante
Causando muito delito
Enquanto sobrevier
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(4)

Já amassei muita mama
E mordi cada mamilo
Mas então criei a fama
Parecia com esquilo
O peito é meu favorito
Habilidade requer
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(5)

E mesmo de silicone
Merece muito beijinho
Se brincar agente come
E morde até o biquinho
Sem o cara estar aflito
Se ela se dispuser
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(6)

Ela logo se arrepia
De prazer naquele toque
Sendo gostosa não chia
Espera que o amor brote
Sou homem de gabarito
Gosto também de aluguer
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(7)

Lamber também é gostoso
Deixa a danada fogosa
Logo eu que sou manhoso
Sou amante duma prosa
E quando sou favorito
Logo que me convier
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher









(8)

Quem não gosta duma língua
Traquina e bem afiada
Ninguém quer morrer à míngua
Por falta duma chupada
De carinho necessito
É ruim se não me der
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(9)

O peito é coisa sagrada
Merecedor de carinho
É quem salva a meninada
Que precisa do leitinho
Mas é nele que me excito
Até mesmo onde couber
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(10)

Quem não gosta de mamar
Pegar, beijar e morder,
Para a fêmea arretar
E até se contorcer
Só se for meio esquisito
E se ela o detiver
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(11)

Conheci uma garota
Lá pras bandas do sertão
Muitas vezes quase rota
Tinha peitos de rojão
Um grandão, outro restrito,
Para quem se dispuser
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(12)

Mais parecia espanhola
Pelo seu jeito bondoso
Não entrava na cachola
Cada seio bem frondoso
Tinha seu modo expedito
E os dava de colher
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(13)

Era grande a sensação
No lugar onde morava
Cada peito um mamão
Todo mundo murmurava
Isso era muito esquisito
Muito cuidado requer
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(14)

Então se fez um concurso
Pra saber da campeã
Foi enorme seu percurso
Duma bela cidadã
Daquele tronco bendito
Mas digam o que disser
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

(15)

Ganhou uma tal garota
Com seus quase quinze anos
Aplaudiu toda patota
Alguns até bem insanos
Comemorando esquisito
Na base do bem me quer
Não há nada mais bonito
Do que seio de mulher

Ansilgus
Escritor e poeta do Recanto das Letras.






Imagens: Google



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Quando os Sinos Tocam







A rosa do tempo

Rosa rara de fevereiro
De alguns janeiros
Rosa de luz interior
Rosa pele de algodão, 
Rosa  doce canção

Rosa doce canção, rosa do tempo
Rosa amor de anjo, amor em forma de canção
Rosa em flores ausentes
Beija-flor carente, elegante sempre
Fina expressão

Fina expressão,de rosa
Rosa  em pétalas secretas,
Infelizes  em seu coração
Se não fosse o vento forte,
Oportuno na situação
Não teria provocado tristeza
Augúrio de uma ocasião


Oportuno da ocasião,
Vento triste e insolente,
Destruidor de sonhos em cores
Colibri teria pousado nas  flores
Extraindo o néctar da rosa 
E permaneceria  morando no  coração.


Eliane Auer













Estações



Já não tenho falso sabor da juventude
Não tenho a energia de insistir que tenho razão
Já não sou inocente como fui quando jovem

Tenho a carência da criança que pede colo
Tenho o perfume das pétalas secas
O sabor da fruta madura

Sinto o orvalho da madrugada
O calor do abraço
O cheiro de terra molhada

Sinto o cansaço e a incerteza 
De que nada se apaga com o tempo

Tenho inverno em mim
Tenho dias de primavera em meu coração
Tenho sonhos contidos de outono
Alegrias de sol de verão.

Eliane Auer* 

* Escreve no Recanto das Letras. Faça contato e peça o seu exemplar.





Vozes do infinito


Imagem: Google






Lamentável os desvios da mente indolente
Escoam os versos que fogem do pensamento
Na solidão incansável cheguei a te recriar
Ilusão de uma mente cansada, penso em parar
E com o tempo tudo se desfaz, é preciso lembrar.
Delírios ou imaginação? Em constante movimento
Desvairada eloquência unir-se com a demência
Lembranças insiste em ficar, volto a impermanência.


Maria Mendes*



*A poeta e escritora Maria Mendes escreve no site Recanto das Letras