sábado, 6 de dezembro de 2014

VALE

A Vale,
outrora do Rio Doce
era nossa.
Hoje só vale
promessa nos comerciais.
Vale,
vala comum
de lucros colossais.
Vale,
vela volátil
valha-me Deus,
muitas velas para poucos uns
breu e bruma para muitos alguns.
Vale,
verso versátil...
não vale a pena verso
para vale adverso
valeria se vale fosse
do Rio Doce.
Fosse nossa
não seria vale de lágrimas.
Vale cada vez mais
verde covarde
amarelo sangue_
suga os recursos naturais.


J Estanislau Filho

Do livro Palavras de Amor, que pode ser adquirido na Livraria Leitura
www.livrarialeitura.com.br 

3 comentários:

  1. Parabéns, Estanislau, pelo seu verdadeiro texto! beijos ternos,

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  2. Muito bom meu querido...um poema atual e criativo. Meu abraço! Junya

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